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O Comércio eletrônico é uma ameaça para as lojas físicas?

Nos últimos anos …

Grandes corporações emergiram

Desde a Revolução Industrial, grandes corporações emergiram através de processos de inovação tecnológica. Tornaram-se verdadeiros impérios, enriqueceram seus criadores e impuseram conceitos que foram incorporados à sociedade através dos anos. Assim ocorreu com a indústria do automobilismo, da moda, da alimentação e tantos outros. E, ainda, no setor de serviços em geral. Comércio, entretenimento, turismo, etc..

Novas Tecnologias

Via de regra, novas tecnologias foram pensadas e desenvolvidas para melhorar o padrão de vida de seus consumidores. Novas Tecnologias oferecem facilidade, comodidade, reduzindo preços, criando paradigmas de consumo através de acessos mais rápidos e eficientes.

Assim surgiram os grandes conglomerados. Esses impérios obtiveram seus maiores ganhos na entrada dos mercados, proporcionando meios de reinvestimento em seus negócios para torná-los ainda mais lucrativos. Entretanto, à medida que seus produtos são incorporados ao dia-a-dia, outras empresas surgem para concorrer e provocam, finalmente, a acomodação e saturação do mercado.

 

Joseph Schumpeter (1883-1950), e a “Destruição Criadora”.

Segundo o austríaco Joseph Schumpeter (1883-1950), a economia evolui através da “Destruição Criadora”. Sua teoria afirma que quando um conjunto de novas tecnologias é aplicada na produção, as tecnologias tradicionais são destruídas, deixam de atender às necessidades de seus antigos consumidores e as empresas, simplesmente, são vendidas ou desaparecem.

Capacidade de Evoluir

Dependendo do setor econômico, o tempo de duração de uma empresa depende de sua capacidade de evoluir mas, certamente, será engolida por uma nova tecnologia. Isso é facilmente comprovado pela indústria automobilística, pelas gravadoras de música, pelo mercado editorial, pela imprensa, pelo comércio varejista, pela indústria da alimentação e tantos outros.

INTERNET – O Mercado em Transformação

Mesmo na recente indústria do software, o Windows (Microsoft) é o exemplo mais claro da decadência quando os smartphones passaram a ocupar o espaço que antes era exclusivo dos desktops tradicionais. Ou do UBER que, certamente, vai exterminar o taxi como meio de transporte. Ou do MP3 que já liquidou a venda de música em lojas de discos. E o Google destruiu, entre outras coisas, as boas e velhas enciclopédias impressas que ornavam estantes de muitas famílias.

O comércio varejista tradicional segue o mesmo rumo.

Nesta mesma linha, é de se supor que o comércio varejista tradicional segue o mesmo rumo. As pequenas quitandas foram substituídas por redes de supermercados. De pequenas lojas de bairro, o varejo se transferiu para centros comerciais completos. Tanto nas grandes quanto nas pequenas cidades.

Não existe mais uma zona de conforto para nenhum empreendedor, de nenhum porte, em nenhum centro urbano, de nenhum setor. Sempre haverá uma nova tecnologia que estará pronta para destruir seu negócio, por mais que você se acredite sólido e consistente.

E o comércio eletrônico, será capaz de aniquilar os Shopping Centers?

No Brasil, já existem lojas que utilizam seus espaços abertos ao público cada vez mais como local de convivência e show room de seus produtos. Livrarias, por exemplo, com cafés e sofás para seus livros serem lidos sem a obrigação de comprá-los. Até lojas de departamento, cujos estoques nas lojas físicas foram reduzidos e as vendas forçadas através de totens de suas lojas online.

Não se pode mais dizer que o E-Commerce é o futuro do varejo. Hoje é uma realidade crescente a números expressivos e consolidados. É um caminho irreversível que anda a uma velocidade impressionante em todo o mundo. A globalização e a tecnologia são as grandes responsáveis por essa mudança no comportamento do consumidor e pela forma de relacionamento, cada vez mais exigente, que temos com aqueles que nos vendem produtos e serviços.

Pesquisas apontam que uma em cada quatro empresas de comércio varejista fecham suas unidades físicas para se dedicar exclusivamente ao comércio virtual. Por vários motivos, redução de custos, maior eficiência e gestão, ampliação de mercado de consumo, maior lucratividade, entre outros. O fato concreto é que esta tendência cresce a cada dia e é um caminho sem volta.

Se os Shoppings serão substituídos por lojas virtuais é difícil dizer.

O mais provável é que estes espaços sejam utilizados para lazer e para venda de produtos e serviços de difícil comercialização através da web, como restaurantes e salas de cinema. As lojas tradicionais darão cada vez mais espaço e relevância para a venda através do E-Commerce, ou se transformarão em meros centros de distribuição de produtos comprados pelo site. Com toda comodidade e segurança que precisamos.

Sempre digo que ninguém é obrigado a entrar na web para vender seus produtos.

Nem nunca será. Mas é preciso ter consciência de que seu concorrente pode entrar e, certamente, entrará. E vai, através da destruição criadora, atrair e conquistar seus clientes, até os mais fiéis, até aqueles que você considera seu patrimônio.

E quando você se der conta de que seu produto, serviço ou sua marca, já não convertem mais vendas, poderá ser tarde.

Imagine se a Kodak não tivesse se rendido à tecnologia e a maior fabricante de máquinas fotográficas do século passado tivesse insistido em vender câmeras e filmes…

 

Júlio Pegna

Beecomm Negócios Digitais

O COMÉRCIO ELETRÔNICO E A “DESTRUIÇÃO CRIADORA”

O COMÉRCIO ELETRÔNICO E A “DESTRUIÇÃO CRIADORA”